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segunda-feira, 28 de maio de 2012

7 semanas de avivamento - Abertura



Hoje foi realizado na UMADALPE  em Jardim Alto 2 o culto de abertura das 7 semanas de avivamento. O culto foi maravilhoso desde o inicio , todos estavam ligados com Deus adorando e o Senhor se fez presente. O Auxiliar da UMADALPE em Santa Casa Evaldo José trouxe a palavra de Deus , aonde Deus se utilizou poderosamente da sua vida . Queremos agradecer a todos que estiveram presente neste dia , a mocidade de Rua Formosa representado por Fabiano ( dirigente ) Maiara ( secretaria ) e o cantor André juntamente com a dirigente de Rua da Glória. Os Auxiliares oficiais Jayme de Jardim Br , Nilton de Jardim Baixo e juntamente com o jovem Paulo e a irmã Midiã. O auxiliar local de Mirueira 1 e os coordenadores do setor Augusto e Rodrigo. De Jardim Alto 1 o vice dirigente irmão Junior Jorge e o Diacono Emerson Felix.

Que Deus abençoe a todos e compareçam na próxima segunda feira !

Grandes sermões do mundo - Agostinho - As dez virgens / 2ª parte



Agostinho:
As Dez Virgens

Agostinho i um dos maiores nomes na história da Igreja cristã. Ele era um tição arrancado do fogo, como o próprio Paulo, podero­so troféu do Espírito Santo. Nasceu em Tagasta, África (atual Souk-Ahras, Argélia), em 13 de novembro de 354, e morreu em Hipona, África, em 28 de agosto de 430. Seu pai era pagão, mas sua mãe, Mônica, era cristã de maravilhosa beleza de caráter e profundidade de fé. Quando jovem, Agostinho foi treinado para a carreira da retórica. Ele viveu em pecado com uma moça que lhe deu um filho, a quem era profundamente dedicado, dando-lhe o nome de Adeodato. "dado por Deus". Durante esses anos de vida licenciosa, sua mãe nunca deixou de orar e se esforçar pela conversão dele. Foi a ela que o bispo de Tagasta fez a célebre observação, que tem consolado tantas mães ansiosas, que "um filho de tantas lágrimas não pode ser perdido'.
Quando seguia sua profissão de retórica em Milão, Agostinho pôs-se sob a influência de Ambrósio, bispo de Milão, e foi levado à vida cristã. Mas ele estava tão enredado na sensualidade, que se es­quivava de sacrifício que envolvesse uma confissão de fé. Depois de intensas lutas espirituais, descritas graficamente na sua obra Confis­sões, Agostinho finalmente achou Cristo e a paz. Em 396, foi feito bispo da sede episcopal de Hipona, na África. Daí em diante, tornou-se uma das grandes figuras da Igreja daqueles tempos, na verdade, de todos os tempos. Sua mente poderosa criou uma série de livros, sendo o maior deles A Cidade de Deus, obra vasta na qual ele procu­ra vindicar o Cristianismo e concebe a Igreja como uma ordem nova e divina que surge das ruínas do Império Romano. Engajou-se em muitas controvérsias, sendo a mais importante a controvérsia com Pelágio e os pelagianos. Contra Pelágio, que afirmava ser o pecado de Adão puramente pessoal, e afetava só a ele, Agostinho defendeu a doutrina do pecado original, que os homens herdam de Adão uma natureza pecadora e. assim, estão sob condenação. Agostinho é acla­mado por todas as escolas da Igreja Crista, e tanto católicos quanto protestantes o consideram, ao lado do apóstolo Paulo, como o gran­de mestre em relação ao significado do pecado e ao passado da natureza humana.
Seu sermão sobre "As Dez Virgens" é um interessante tratado de um dos grandes temas de púlpito: a Segundo Vinda de Cristo. Espe­cialmente belas são as palavras finais: "As nossas lâmpadas alumiam entre os ventos e as tentações desta vida. Mas deixemos que nossa chama queime fortemente, que o vento da tentação aumente o fogo, em vez de apagá-lo".




As Dez Virgens

Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens..." (Mt 25-1)

VOCÊS que estavam presentes ontem se lembram de minha promessa, a qual, com a ajuda do Senhor, será cumprida hoje, não somente a vocês, mas aos muitos outros que também se reuniram aqui. Não é questão fácil dizer quem são as dez virgens, cinco das quais são sábias e as outras cinco, tolas. Não obstante, de acordo com o contexto desta passagem a qual desejei que fosse lida hoje novamente a vocês, ama­dos, não penso, até onde o Senhor me conceder entendimento, que esta parábola ou similitude relacione-se somente com essas mulheres. Estas, por uma santidade peculiar e mais excelente, são chamadas virgens na igreja, as quais, por um termo mais habitual, também cha­mamos "as religiosas"; mas, se não me engano, esta parábola se rela­ciona com a totalidade da Igreja. No entanto, embora devamos entendê-la somente acerca daquelas que são chamadas "as religiosas", não são dez? Deus proíba que tão grande companhia de virgens seja reduzida a tão pequeno número! Porém, talvez alguém diga: "Mas, e se embora sejam tantas em profissão exterior, contudo, na verdade sejam tão poucas, que escassas dez podem ser encontradas!" Não é assim. Pois se Ele tivesse querido dizer que as virgens boas só deveriam ser en­tendidas pelas dez. Ele não teria representado cinco tolas entre elas. Se este é o número das virgens que são chamadas, por que as portas são fechadas contra as cinco?
Entendamos, amados irmãos, que esta parábola se relaciona com todos nós, isto é, com toda a Igreja, não somente com o clero de quem falamos ontem; nem somente com o laicato, mas com todos em geral. Então, por que as virgens são dois grupos de cinco? Estas vir­gens são todas as almas cristãs. Mas para que eu possa lhes dizer o que pela inspiração do Senhor penso, não são almas de todo tipo, mas as almas que têm fé e parecem ter boas obras na Igreja de Deus; e, não obstante, até entre elas, "cinco são sábias e cinco são tolas". Primeiro, vejamos por que são chamadas "cinco" e por que "virgens" e, depois, consideremos o restante. Cada alma no corpo é denotada pelo número cinco, porque faz uso dos cinco sentidos. Não há nada de que tenhamos percepção pelo corpo, senão pela porta de cinco dobras: a visão, a audição, o olfato, o paladar ou o tato. Aqueles que se privam da visão ilícita, da audição ilícita, do olfato ilícito, do pala­dar ilícito e do tato ilícito, por causa da sua incorrupção, receberam o nome de virgens.
Mas se é bom abster-se dos estímulos ilícitos dos sentidos e. por conta disso cada alma cristã recebeu o nome de virgem, por que cinco são admitidas e cinco rejeitadas? Todas são virgens e, não obstante, cinco são rejeitadas. Não é o bastante que sejam virgens e que tenham lâmpadas. São virgens por causa da abstinência do uso ilícito dos sentidos; têm lâmpadas por causa das boas obras. De cujas boas obras o Senhor disse: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.16). Outra vez Ele diz aos discípulos: "Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias" (Lc 12.35). Nos "lombos cingidos" está a virgindade; nas "candeias ace­sas", as boas obras.
O título de virgindade não é normalmente aplicado aos casados; contudo, até neles há certa virgindade de fé que produz castidade de casados. Saibam, santos irmãos, que todo aquele que, como a tocar a alma, tem fé incorrupta, pratica abstinência de coisas ilícitas e faz boas obras, não é adequadamente chamado de "virgem". Toda a Igre­ja, que consiste em virgens, meninos, homens casados e mulheres casadas, é por um nome chamada de virgem. Como provamos isso? Ouçam a declaração do apóstolo Paulo, que diz não somente às mu­lheres religiosas, mas a toda a Igreja: "... porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo" (2 Co 11.2). E porque devemos nos precaver contra o Diabo, o corruptor desta virgindade, o apóstolo acrescentou: "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo" (v. 3). Poucos têm virgindade físi­ca; no coração, todos devemos tê-la. Se a abstinência do que é ilícito é bom, pelo que recebeu o nome de virgindade, e as boas obras são louváveis, que são significadas pelas lâmpadas, por que cinco são admitidas e cinco rejeitadas? Se há uma virgem e uma que leva lâmpa­da, que contudo não é admitida, onde ela se verá, que nem preserva a virgindade das coisas ilícitas e que nem desejando ter boas obras anda em trevas?
Destes, meus irmãos, sim, destes vamos tratar. Aquele que não vê o que é mau, aquele que não ouve o que é mau, aquele que desvia seu olfato dos fumos ilícitos e seu paladar da comida ilícita dos sacri­fícios, aquele que recusa o abraço da esposa de outro homem, repar­te o pão com os famintos, traz o estranho à sua casa, veste os desnu­dos, reconcilia os litigiosos, visita os doentes, sepulta os mortos; ele com certeza é uma virgem, ele com certeza tem lâmpadas. O que mais buscamos? Algo, contudo, ainda busco. O santo Evangelho me colocou nesta busca. Está escrito que até entre estas virgens que le­vam lâmpadas, algumas são sábias e algumas tolas. Como vemos isso? Como fazemos distinção? Através do óleo. Alguma coisa grande, algu­ma coisa sumamente grande significa este óleo. Vocês acham que não é o amor? Isto dizemos à medida que investigamos o que é; não nos aventuramos a julgamento precipitado. Eu lhes direi por que o amor parece estar significado pelo óleo. O apóstolo diz: "... e eu vos mos­trarei um caminho ainda mais excelente. Ainda que eu falasse as lín­guas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine" (1 Co 12.31b; 13-1). A carida­de é o caminho acima dos demais, a qual com boa razão está significada pelo óleo, pois o óleo mantém-se acima de todos os líquidos. Colo­que água, derrame óleo, e este se manterá sobre a água. Coloque óleo, derrame água, e o óleo ainda assim permanecerá sobre a água. Se você mantiver a ordem habitual, ele ficará no ponto mais alto; se você mudar a ordem, ele continuará no ponto mais alto. "A caridade nunca falha".
Tratemos agora das cinco virgens sábias e das cinco virgens to­las. Elas desejavam ir ao encontro do Esposo. Qual é o significado de "sair ao encontro do Esposo?" Ir com o coração, estar esperando por sua vinda. Mas Ele tarda. "E, tardando o esposo, tosquenejaram todas". O que significa "todas"? Tanto as tolas quanto as sábias "tosquenejaram todas e adormeceram". Este sono é bom? O que quer dizer este sono? É que com a tardança do Esposo, "por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará" (Mt 24.12)? Devemos entender este sono assim? Não gosto disso. Eu lhes direi por quê. Porque entre elas estão as virgens sábias; e, certamente, quando o Senhor disse: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará", Ele continuou, dizendo: "Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo" (v. 13). Onde estariam essas vir­gens sábias? Elas não estão entre aquelas que vão **perseverar até ao fim"? Elas não seriam admitidas entre todas, irmãos, por nenhuma outra razão senão porque elas perseverariam até o fim. Nenhuma frieza de amor se insinuou sobre elas; nelas o amor não esfriou, mas conserva seu brilho ainda até o fim. E porque brilham até o fim, as portas do Esposo estão abertas para elas. É dito a elas que entrem, como àquele servo excelente: "Entra no gozo do teu senhor" (Mt 25-21). Qual é o significado de "todas dormiram"? Há outro sono do qual ninguém escapa. Lembram-se da declaração do apóstolo: "Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dor­mem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança" (1 Ts 4.13), ou seja, concernente àqueles que estão mor­tos? Por que eles são chamados 'os que já dormem", mas estão no seu próprio dia? Então, "todas dormiram". Vocês acham que pelo fato de alguém ser sábio, não morre? Seja a virgem tola ou a sábia, todas sofrem o sono de morte igualmente.
Mas os homens dizem continuamente para si mesmos: "Eis que o Dia do Julgamento está vindo. Tantos males estão acontecendo, tan­tas tribulações se multiplicam; vejam, todas as coisas que os profetas disseram estão quase cumpridas. O Dia do Julgamento já está às por­tas". Aqueles que falam assim, em fé, superam astuciosamente tais pensamentos para "encontrarem-se com o Esposo". Mas, vejam! guer­ra sobre guerra, tributação sobre tribulação, terremoto sobre terremo­to, fome sobre fome, nação contra nação e o Esposo ainda não veio. Enquanto se espera que Ele venha, todos os que dizem: "Vejam, Ele está vindo, e o Dia do Julgamento nos encontrará aqui", dormem. Enquanto dizem isto, continuam a dormir. Que cada um de nós tenha em vista este seu sono e persevere até ao seu sono de amor; que o sono o ache esperando assim. Pois, suponha que ele dormiu. "Aquele que dorme não ressuscitará?" Então, "todas dormiram". Tanto as sábi­as quanto as virgens tolas, na parábola, todas dormiram.
"Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor". O que é "à meia-noite"? Quando não há nenhuma expectativa, absolutamente nenhuma con­vicção. A noite indica ignorância. O indivíduo faz um cálculo consigo mesmo: "Vejam, tantos anos se passaram desde Adão, e os seis mil anos estão se completando, e então imediatamente de acordo com a computação de certos expositores, o Dia do Julgamento virá". Contu­do, estes cálculos vêm e passam, e ainda a chegada do Esposo tarda, e as virgens que haviam ido encontrá-lo, dormem. E, vejam, quando Ele não é esperado, quando os homens dizem: "Os seis mil anos foram esperados, e, passaram-se. Como saberemos quando Ele virá?" Ele virá à meia-noite. O que significa "virá à meia-noite"? Virá quando vocês não estiverem cientes. Por que Ele virá quando vocês não esti­verem cientes? Ouçam o próprio Senhor: "Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder" (At 1.7). "O Dia do Senhor", diz o apóstolo, "virá como o ladrão de noite" (1 Ts 5-2). Portanto, vigiem de noite para que não sejam sur­preendidos pelo ladrão. Pois o sono da morte — quer vocês durmam ou não — virá.
Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor" (Mt 25.6). Que clamor foi este. senão acerca do qual o apóstolo diz: "Num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta"? "... porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados" (1 Co 15-52). E quando o clamor foi dado à meia-noite: "Aí vem o espo­so!", o que se segue? "Então, todas aquelas virgens se levantaram". O que significa todas "elas" se levantaram? "Vem a hora", disse o próprio Senhor, "em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz [...1 [e] sairão" (Jo 5.28,29). Então, ante a última trombeta. todos se levantarão. "As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas" (Mt 25.3,4). Qual é o significado de "não levaram óleo em suas vasilhas"? O que quer dizer "em suas vasilhas"? Em seus corações. O apóstolo diz: "Nossa glória é esta, o testemunho de nossa consciência". Há o óleo, o óleo precioso; este óleo é proveniente do dom de Deus. Os homens podem pôr óleo em suas vasilhas, mas não podem criar a azeitona. Vejam, eu tenho óleo, mas vocês criaram o óleo? É proveniente do dom de Deus. Vocês têm óleo. Levem-no consigo. O que é "levá-lo convosco"? Tenham-no dentro de si para agradar a Deus.
Essas virgens tolas que não levaram óleo consigo desejam agradar os homens mediante essa abstinência, por meio da qual são chamadas virgens, e mediante suas boas obras, quando parecem levar lâm­padas. E se desejam agradar os homens, e por conta disso fazem todas essas obras louváveis, elas não levam óleo consigo. Se vocês levam-no consigo, levam-no no interior onde Deus vê; ali levam o testemunho de sua consciência. Pois aquele que anda para ganhar o testemunho de outrem não leva óleo consigo. Se vocês se privam das coisas ilícitas e fazem boas obras para serem louvados pelos homens, não há óleo interior. E assim, quando os homens começam a deixar seus louvores, as lâmpadas falham. Observem, amados, antes que essas virgens dormissem, não está escrito que as lâmpadas se apaga­vam. As lâmpadas das virgens sábias queimavam com um óleo interi­or, com a garantia de uma boa consciência, com uma glória interior, com uma caridade interna. Contudo, as lâmpadas das virgens tolas também queimavam. Por que queimavam? Porque ainda não havia falta dos louvores dos homens. Mas depois que se levantaram, na ressurreição dos mortos, elas começaram a preparar as lâmpadas, ou seja, começaram a se preparar para prestar contas a Deus das suas obras. E porque não há ninguém a louvar, cada um está inteiramente engajado em sua própria causa, não há ninguém que não pense em si mesmo, então não havia ninguém para lhes vender óleo; assim as lâmpadas começaram a falhar, e as tolas correram até as cinco sábias e disseram: "Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam" (Mt 25.8). Elas procuravam o que se acostumaram a buscar, para brilhar com o óleo de outrem, para andar segundo os louvores de outrem.
Porém, as sábias disseram: "Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós" (v. 9). Esta não era a resposta daqueles que dão conselho, mas daqueles que escarnecem. Por que elas escarnecem? Porque eram sábias, porque a sabedoria estava nelas. Porque elas não eram sábias de si mesmas; mas essa sabedoria estava nelas, acerca da qual está escrito em certo livro, ela dirá àqueles que a menosprezaram, quando eles caíram nos males que ela as prenunciou: "Eu rirei em sua destruição". O que significa, então, esta zombaria das virgens sábias diante das tolas?
"Ide. antes, aos que o vendem e comprai-o para vós", vocês que nunca viveram bem, mas pelo fato de os homens os louvarem, eles lhes vendiam óleo. O que significa "lhes vendiam óleo"? Vendiam louvores, elogios. Quem vende elogios, senão os lisonjeiros? O quan­to teria sido melhor vocês não terem aquiescido com os lisonjeiros e terem levado óleo consigo, e em prol de uma boa consciência terem feito todas as boas obras. Então vocês podem dizer: "O justo me corrigirá em misericórdia e me reprovará, mas o óleo do pecador não engordará minha cabeça". Antes, ele diz, que o justo me corrija, que o justo me reprove, que o justo me esbofeteie, que o óleo do pecador engorde minha cabeça. O que é o óleo do pecador, a não ser as blandícias do lisonjeiro?
Então, "ide, antes, aos que o vendem"; isto vocês se acostumaram a fazer. Mas nós não lhes daremos. Por quê? 'Não seja caso que nos falte a nós e a vós". O que significa 'não seja caso que nos falte"? Isto não foi falado em falta de esperança, mas em humildade sóbria e piedosa. Pois embora o homem bom tenha uma boa consciência, como ele sabe como Deus pode julgar quem não é enganado por ninguém? Ele tem uma boa consciência, nenhum pecado concebido no coração o solicita, contudo, ainda que sua consciência seja boa, por causa dos pecados diários da vida humana, ele disse a Deus: "Perdoa-nos as nossas dívidas"; considerando que ele fez o que vem a seguir, "assim como nós perdoamos aos nossos devedores". Ele repartiu o pão aos famintos de coração, de coração ele vestiu os desnudos; daquele óleo interior ele fez boas obras, e contudo nesse julgamento até sua boa consciência treme.
Vejam então o que significa "dai-nos do vosso azeite". Foi dito a cias: "Ide, antes, aos que o vendem". Considerando que vocês esta­vam acostumados a viver segundo os louvores dos homens, vocês não levam óleo consigo; mas não lhes podemos dar nada, para que "não seja caso que nos falte a nós e a vós". Pois dificilmente julgamos a nós mesmos, quanto menos julgaremos vocês? O que significa "difi­cilmente julgamos a nós mesmos"? Porque "quando o Rei justo se assentar no trono, quem se gloriará que o seu coração é puro?" Pode ser que você não descubra nada em sua própria consciência. Mas aquele que vê melhor, cujo olhar divino penetra as coisas mais pro­fundas, descobre algo; Ele vê que pode ser algo, Ele descobre algo. Quanto é melhor você lhe dizer: "Não entres agora em julgamento com o teu servo", quanto melhor: "Perdoa-nos as nossas dívidas". Porque também lhe será dito por causa dessas tochas, por causa dessas lâmpadas, "tive fome, e deste-me de comer". E então? As virgens tolas também não fizeram o mesmo? Sim, mas elas não o fizeram diante dEle. Como o fizeram? Conforme, que Deus nos livre, Ele dis­se: "Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. [...] E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão" (Mt 6.1,5). Elas compraram óleo, deram o preço, não foram defraudadas pelos louvores dos homens: buscaram os louvores dos homens e os tiveram. Estes louvores dos homens não as ajudaram no Dia do Julgamento. Mas as outras virgens, como o fizeram? "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.16). Ele não disse: 'podem glorificar você". Porque você tem óleo de si mesmo. Orgulhe-se e diga: Eu o tenho; mas tenho o óleo dEle, "e que tens tu que não tenhas recebido?" Assim desse modo agiu uma, e de outro, a outra.
Não é de se admirar que "tendo elas ido comprá-lo", enquanto buscavam por pessoas por quem serem louvadas, não acharam ne­nhuma; enquanto estão buscando por pessoas por quem serem con­soladas, não acham nenhuma; que a porta é aberta e "o esposo che­ga"? A Noiva, a Igreja, é glorificada com Cristo, para que os vários membros se reúnam no seu todo. "... e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta" (Mt 25.10). Então as virgens tolas vieram cm seguida; mas tinham comprado ou encontrado óleo de quem pudessem comprar? Portanto, acharam as portas fechadas; passaram a bater, mas era muito tarde.
É dito, e é verdade, não se trata de declaração enganosa: "Batei, e abrir-se-vos-á"; mas agora quando é o tempo da misericórdia e não quando é o tempo do julgamento. Pois esses tempos não podem ser confundidos, visto que a Igreja canta ao seu Senhor da "misericórdia e julgamento". É o tempo da misericórdia; arrependam-se. Vocês po­dem se arrepender no tempo do julgamento? Então, vocês serão como essas virgens contra quem a porta estava fechada. "Senhor, senhor. abre-nos a porta!" O quê! Elas não se arrependeram por não terem levado óleo consigo? Sim, mas de que proveito foi o seu último arrependimento, quando a verdadeira sabedoria escarneceu delas? Por­tanto, 'a porta estava fechada". E o que lhes foi dito? "Eu não vos conheço". Ele não as conhecia, aquEle que conhece todas as coisas? O que Ele quer dizer com "eu não vos conheço"? Eu as repilo, Eu rejeito vocês. Segundo meu conhecimento, Eu não as reconheço; meu conhecimento não conhece vícios. Agora, isto é coisa maravilhosa, não conhece vícios e julga os vícios. Não os conhece na prática; julga reprovando-os. Assim, "não vos conheço".
As cinco virgens sábias vieram e "entraram". Quantos de vocês, meus irmãos, estão na profissão do nome de Cristo! Que haja entre vocês as cinco sábias, mas que não sejam somente cinco. Que haja entre vocês as cinco sábias que pertencem a esta sabedoria do núme­ro cinco. Pois a hora virá, e vem quando não sabemos. Virá à meia-noite; vigiem. Assim o Evangelho conclui: "Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora" (Mt 25.13). Mas se todos dormirmos, como vigiaremos? Vigiem com o coração, vigiem com fé, vigiem com espe­rança, vigiem com amor, vigiem com boas obras; e então, quando dormirem no corpo, virá o tempo em que vocês ressuscitarão. E quando vocês tiverem ressuscitado, preparem as lâmpadas. Então não se apa­garão mais, serão renovadas com o óleo interno da consciência; o Noivo os abraçará no seu abraço espiritual, Ele os trará à sua casa, onde vocês nunca dormirão, onde sua lâmpada nunca se apagará. Porém, no momento estamos no trabalho, e as nossas lâmpadas alumiam entre os ventos e as tentações desta vida. Mas deixemos que nossa chama queime fortemente, que o vento da tentação aumente o fogo, em vez de apagá-lo.

sábado, 26 de maio de 2012

Hino da semana - Nani Azevedo / Os sonhos de Deus



As melhores escolhas que tomamos na vida devem ter a total direção de Deus , por que o que Ele tem preparado para nossa vida é  excelente , é sonho Dele!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Noivado do Dirigente da UMADALPE em Jardim Alto 2 - Gabriel Gustavo e Jackeline Vanessa




Este dia 24 de maio foi um dia de mais um passo importante na vida de dois jovens da UMADALPE  em Jardim Alto 2 , Gabriel Gustavo ( Dirigente da UMADALPE ) e Jackeline Vanessa , que agora estão noivos pela bondade e misericórdia de Deus.
Um jantar foi realizado na casa da noiva para comemorar tanto o seu aniversário como também o noivado que diga-se de passagem foi surpresa!

                                                 PALAVRA DO DIRIGENTE
- Quero agradecer a Deus por tudo que ele tem feito em nossas vidas , por essa benção que ele tem me dado que eu amo muito . Sabemos que Deus ele sempre tem nos ajudado e nunca tem nos deixado só. Quero agradecer a todos os jovens da nossa mocidade que compareceram ao noivado , e a família da minha noiva que tem sido a minha família. Que Deus abençoe a todos!



Aniversariante do mês - Jackeline Vanessa / 24 de maio



Neste dia 24 de maio a irmã Jackeline Vanessa completou mais uma primavera , jovem abençoada e dedicada a obra de Deus já esteve ocupando o cargo de secretaria da UMADALPE  no ano de 2011. Toda juventude de Jardim Alto 2 te deseja muitas felicidades e que a mão do Senhor continue estendida sobre sua vida.
Parabéns!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ilustração -



Senhorio

Às 2 horas do dia 14 de abril de 1912, enquanto o transa­tlântico inglês Titanic afundava, a orquestra que acompanha­va o cruzeiro tocava o hino "Mais Perto, meu Deus, de ti!" Mais de 1,5 mil pessoas, além dos tripulantes, viajavam no navio considerado o mais seguro do mundo, o orgulho da tecnologia naval da Inglaterra. Com seus 30 metros de altura e 271 de comprimento, era o maior, mais potente, mais luxuoso e segu­ro transatlântico do mundo.
Entre as 1,5 mil pessoas que faziam a viagem inaugural, estavam 325 membros da aristocracia, que durante os seis dias de viagem participavam ativamente de bailes, festas e negóci­os milionários. Às 22 horas daquele dia, um iceberg avistado a 500 metros, cerca de 30 minutos depois, começava a promover gritos frenéticos de uma multidão em desespero. O capitão do navio, Smith, demorou a ordenar o desvio da rota. Também, em função da segurança que o navio oferecia, não houve a pre­caução de instalar a bordo o número de botes suficientes para toda aquela gente, e apenas 705 pessoas puderam salvar-se neles. "Salve-se quem puder", ordenou Smith, e depois se sui­cidou com um tiro. Entre 1.505 e 1.538 pessoas morreram.
O navio era tão seguro que causava orgulho, a ponto de terem dito: "Nem Deus afunda este navio!"
Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te da afronta que o louco te faz cada dia (Sl 74.22).

terça-feira, 22 de maio de 2012

7 Semanas de avivamento - Abertura 28 de maio / Evaldo José




Nesta segunda dia 28 de maio, se inicia em Jardim Alto 2 as 7 semanas de avivamento. Trazendo a palavra os auxiliares do nosso setor , e na abertura estará conosco o auxiliar da UMADALPE em Santa Casa Evaldo José . Venham adorar a Deus conosco a partir das 19:00 horas . Deus tem uma palavra pra você! 

domingo, 20 de maio de 2012

Noticias evangelicas - Falsa profetiza é desmascarada durante culto




A pastora Dayna Muldoon define-se como “evangelista e cantora”, mas costumeiramente conduz cultos caracterizados por profecias e milagres. A breve biografia que postou em uma rede social traz o seguinte relato “Uma noite, aos quinze anos de idade, ela estava orando em seu quarto e derramou seu coração, pedindo que Deus desse direção à sua vida. Foi nesse momento que ela teve uma visitação do Senhor que lhe deu um chamado”.
Esta semana, foi postado um vídeo no Youtube que tem chamado a atenção de centenas de pessoas. Em um dos cultos que ela conduzia numa “tenda de avivamento” em frente à igreja Calvary Chapel em Saint Pestersburg, Florida. O pastor Scott Rodriguez, que estava presente no local, pediu para falar e, julgando ser um testemunho, a pastora Dayna permitiu.
Surpreendentemente, ele pediu que as pessoas orassem pela pastora, pois a mensagem que ela estava trazendo não era o evangelho. “A mensagem de Deus não é milagres, mas compartilhar o sangue de Jesus Cristo que limpa pecadores humilhados. E quando milagres são enfatizados, Jesus é negado!”, disse Scott. Imediatamente alguns dos presentes começaram a protestar e ele foi cercado por algumas mulheres que sentiram-se ofendidas. A pastora Dayana, visivelmente constrangida, pediu que o pasto Scott saísse da tenda para evitar uma confusão.
Mais tarde, ele postou em seu blog a sua versão dos fatos. “A senhora Muldoon montou uma tenda para sua cruzada de sete dias do outro lado da rua, exatamente em frente à nossa igreja. Ela ficará lá até o próximo domingo (20/5)… Algumas pessoas que estavam presentes nos primeiros cultos que ela ministrou pediram minha opinião sobre o teor de suas mensagens… No sábado passado, decidi falar com ela e seu empresário (Dennis) depois do culto… Eles sentiram que as pessoas de nossa igreja que estavam presentes os estavam criticando…
Eu perguntei o que eles estavam pregando para ter uma ideia melhor sobre o seu ministério, e explique nossa igreja prega apenas o Evangelho e os membros iriam estranhar se ouvissem algo diferente… Ela alegou estar pregando a mesma mensagem que eu descrevi: Cristo veio em carne para morrer numa cruz pelos pecados do homem, foi sepultado e ressuscitou 3 dias depois, e Deus Pai deseja que as pessoas abandonem o pecado e coloquem  sua fé na obra consumada do Seu Filho na cruz, para serem salvos e que não há outro caminho para a salvação. Ela concordou que esta era a sua mensagem básica, mas que também acreditava em milagres…  Voltei na noite seguinte… Durante cerca de uma hora ouvi o que  classifico como pregação pentecostal normal, nada de muito chocante.
No entanto,  após a sua mensagem ela começou com atitudes fraudulentas, de “ministrar no Espírito Santo”. Ela começou a impor as mãos sobre as pessoas que respondiam girando, gritando, temendo o corpo, agitando os braços, batendo nas cadeiras, atirando-se (não caindo) no chão. Ela profetizou para 3 mulheres, dizendo que elas estavam sentadas onde o Pai, Filho e Espírito Santo também estavam e que iriam se casar em junho. Embora agisse como se não soubesse nada sobre suas vidas pessoais, eu reconheci uma, que era a advogada do ministério… e as outras duas também eram conhecidas da pastora.
Ela disse que os anjos estavam lá e que poderia haver vozes de anjos cantando a sua música, porque eles a seguiram por toda parte… Finalmente, achei que tinha acabado, mas ela veio até onde eu estava, sentado na primeira fila, e começou a entregar uma “profecia”…. Eu me levantei (mas provavelmente deveria ter apenas saído)… Ela começou a dizer que eu estava lá porque Deus tinha… algo para me entregar através dela.
Então ela continuou falando muitas coisas… Mas eu sabia que era mentira…  Naquele momento senti que precisava deixar claro que não concordava com a  mensagem nem com o ministério dela, e foi isso que tentei fazer.
Infelizmente eu acho que parece no vídeo que sou um cara que entrou na fila para receber oração e, em seguida, aproveitou a oportunidade para dizer tudo aquilo… Não é verdade… Peço perdão ao Senhor e aos meus irmãos se pareceu que eu estava querendo me exibir ou que tentei substituir o Espírito Santo…  Saibam que eu não sou o homem corajoso que alguns pensam que eu sou. Sou um homem falho, que teme a opinião dos outros como todo mundo, mas todos nós precisamos desesperadamente da Cruz. Principalmente eu”.



sábado, 19 de maio de 2012

Hino da semana - Voz da verdade / Verdadeiro adorador



Precisamos cada dia mais pedir misericórdia a Deus para podermos entra em sua presença, pois muitas das vezes queremos adora- lo de todo jeito. Que sejamos um verdadeiro adorador de Cristo!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dicas de leitura - Grandes sermões do mundo - 1ª parte : João Calvino




Suportando a Perseguição

João Calvino nasceu em Noyon, França, em 1509, e morreu em Genebra, cm 1564. Depois de Martinho Lutero, Calvino é a maior figura na história do protestantismo. Com vinte e sete anos, publicou suas céle­bres Institutos, profundo tratado teológico. Km 1536, Calvino visitou Genebra e foi persuadido por Fartei, o reformador suíço, a unir-se com os protestantes daquela cidade. Ali Calvino fez de Genebra a luz brilhan­te e radiante do mundo protestante. Genebra se tornou a casa de refugio para protestantes perseguidos de todas as panes da Europa, e Calvino, o pai e conselheiro espiritual das igrejas na França. Holanda e Grã-Bretanha. Foi sua a mente organizadora das igrejas protestantes; na educação, governo civil, teologia e organização eclesiástica. Sua influência foi sen­tida por todo o mundo. Um sistema de teologia, o calvinismo, leva seu nome e ainda domina grandes porções do mundo protestante.
Bancroft presta a Calvino este bem merecido tributo: "Assim ele prosseguiu ano após ano. solitário e fraco, labutando pela humanida­de, até que, depois de uma vida de glória, ele deu a seus herdeiros pessoais uma fortuna em livros e mobília, ações e dinheiro, não ex­cedendo a duzentos dólares, e ao mundo uma reforma mais pura, um espírito republicano na religião, com os análogos princípios da liberdade republicana".
A maioria dos sermões de Calvino foi pregado na Igreja de São Pedro, em Genebra. Associamos Calvino com os grandes e difíceis temas dos decretos soberanos de Deus e a predestinação. Mas no ser­mão que se segue, "Suportando a Perseguição", vemo-lo como o pas­tor e pregador. O sermão é compreensível por todos, contudo mostra o funcionamento fluente deste intelecto maravilhoso. A perseguição pela causa de Cristo não era então um tema abstrato, pois aqueles a quem Calvino pregou estavam diariamente em perigo de vida.
















Suportando a Perseguição

“Saiamos, pois, a ele [Jesus] fora do arraial, levando o seu vitupério." (Hb 13-13)

TODAS as exortações que nos são dadas para padecer-, mos pacientemente pelo nome de Jesus Cristo e em defesa do Evangelho não terão efeito, se não nos sen­tirmos seguros da causa pela qual lutamos. Quando somos chamados a nos desfazer da vida, é absolutamente necessário saber em que base. Não podemos possuir a firmeza necessária, a menos que esteja fundamentada na certeza da fé.
É verdade que há pessoas que se expõem tolamente à morte, na defesa de algumas opiniões absurdas e devaneios concebidos pelo próprio cérebro, mas tal impetuosidade deve ser considerada mais como frenesi do que zelo cristão; e, de fato, não há firmeza nem bom senso naqueles que, em certo tipo de casualidade, se empolgam des­sa maneira. Mas embora isso ocorra, é somente numa boa causa que Deus nos reconhece como seus mártires. A morte é comum a todos, e os filhos de Deus são condenados à ignomínia c torturas exatamente como os criminosos o são; mas Deus faz a distinção entre eles, já que Ele não pode negar sua verdade. De nossa parte, exige-se que tenha­mos provas firmes e infalíveis da doutrina que defendemos; e, por conseguinte, como eu disse, não podemos ser racionalmente impres­sionados pela exortação-que recebemos para sofrer perseguição pelo Evangelho, se nenhuma certeza verdadeira de fé foi impressa em nosso coração. Arriscar a vida numa incerteza não é natural, e ainda que o fizéssemos, seria só precipitação e não coragem cristã. Numa palavra, nada que fazemos será aprovado por Deus, se não estiver­mos completamente persuadidos de que é para Ele e sua causa que sofremos perseguição e o mundo é nosso inimigo.
Quando falo de tal persuasão, não quero dizer meramente que temos de saber distinguir entre a verdadeira religião e os abusos ou loucuras dos homens, mas também que devemos estar inteira­mente persuadidos da vida divina e da coroa, que nos é prometida nos céus, depois que tivermos lutado aqui na terra. Entendamos que estes requisitos são necessários e não podem ser separados um do outro.
For conseguinte, os pontos com os quais devemos começar são estes: Temos de saber bem qual é o nosso cristianismo, qual é a fé que temos de defender e seguir — qual é a regra que Deus nos deu; e, assim, temos de estar bem inteirados de tal instrução para que sejamos capazes de condenar com ousadia todas as falsidades, erros e superstições que Satanás introduziu para corromper a pura simplici­dade da doutrina de Deus.
Veremos agora o verdadeiro método de nos preparar para sofrer pelo Evangelho. Primeiramente, devemos estar nos beneficiando até aqui na escola de Deus quanto a estarmos decididos com relação à verdadeira religião e à doutrina que vamos defender. Temos de me­nosprezar todos os artifícios e imposturas de Satanás e todas as inven­ções humanas como coisas frívolas e carnais, já que corrompem a pureza cristã; nesse particular diferindo, como verdadeiros mártires de Cristo, das pessoas irracionais que sofrem por meras absurdidades. Em segundo lugar, assegurando-nos da boa causa, conseqüentemen­te, temos de ser inflamados para seguir a Deus aonde quer formos por Ele chamados. Sua Palavra tem de ter tal autoridade para conosco como ela merece, e, havendo-nos retirado deste mundo, temos de nos sentir arrebatados na busca da vida santificada.
Porém, é mais que estranho que, embora a luz de Deus esteja brilhando mais radiantemente que nunca, haja uma lamentável' falta de zelo. Em resumo, é impossível negar que é para nossa grande vergonha, para não dizer temível condenação, que conhecemos tão bem a verdade de Deus e temos tão pouca coragem em defendê-la.
Acima de tudo, quando olhamos para os mártires do passado, nos envergonhamos de nossa covardia! Em sua maioria não eram pessoas muito versadas nas Santas Escrituras para poderem disputar cm todos os assuntos. Eles sabiam que havia um Deus, a quem convinham adorar e servir; que haviam sido remidos pelo sangue de Jesus Cristo a fim de colocarem a confiança de salvação nEle e em sua graça; e que todas as invenções dos homens, sendo mera inutilidade e lixo. eles deviam condenar todas as idolatrias e superstições. Numa pala­vra, sua teologia era, em substância, esta: Há um Deus que criou todo o mundo e nos declarou sua vontade por Moisés e pelos profetas, e, finalmente, por Jesus Cristo e seus apóstolos; e temos um Redentor exclusivo, que nos comprou por seu sangue e por cuja graça espera­mos ser salvos. Todos os ídolos do mundo são amaldiçoados e mere­cem abominação.
Com um sistema abarcando nenhum outro ponto que não esses, eles foram corajosamente às chamas ou a qualquer outro tipo de morte. Não entravam de dois em dois ou de três em três, mas em tamanhos grupos, cujo número dos que caíram pelas mãos dos tira­nos é quase infinito.
O que então deve ser feito para inspirar nosso peito com a verda­deira coragem? Temos, em primeiro lugar, de considerar quão precio­sa é a confissão de nossa fé aos olhos de Deus. Pouco sabemos o quanto Deus preza isso, se nossa vida, que não é nada, é estimada mais altamente por nós. Quando isso se dá, manifestamos maravilho­so grau de estupidez. Não podemos salvar nossa vida às custas de nossa confissão sem reconhecermos que a mantemos em mais alta estima que a honra de Deus e a salvação de nossa alma.
Um pagão poderia dizer: "Foi coisa miserável salvar a vida dei­xando as únicas coisas que tornavam a vida desejável!" E, não obstante, tal indivíduo e outros como ele nunca souberam por que propósito os homens são colocados no mundo, e por que vivem aqui. Sabemos muito bem qual deve ser a principal meta de vida, isto é, glorificar a Deus, para que Ele seja nossa glória. Quando isso não é feito, ai de nós! Não podemos continuar vivendo por um único momento na terra sem amontoarmos outras maldições sobre nossas cabeças. Con­tudo, não estamos envergonhados de obter alguns dias para nos enlanguescer aqui embaixo, renunciando o Reino eterno ao nos se­pararmos dEle, por cuja energia somos sustentados em vida.
Mas como a perseguição sempre é severa e amarga, considere­mos: Como e por quais meios os cristãos podem se fortalecer com paciência, para resolutamente exporem a vida pela verdade de Deus. O texto que lemos em voz alta, quando corretamente compreendido, é suficiente para nos induzir a agirmos assim. O apóstolo diz: ''Saia­mos da cidade para o Senhor Jesus, levando seu vitupério". Em pri­meiro lugar, Ele nos lembra que, embora as espadas não sejam desembainhadas contra nós, nem o fogo aceso para nos queimar, não podemos ser verdadeiramente unidos ao Filho de Deus, enquanto estamos arraigados neste mundo. Portanto, um cristão, mesmo em repouso, sempre tem de ter um pé pronto a marchar para a batalha, e não só isso, mas tem de ter seus afetos retirados do mundo, ainda que o corpo esteja habitando aqui.
Enquanto isso, para consolar nossas enfermidades e mitigar a vexação e tristeza que a perseguição nos causa, é-nos oferecida uma boa recompensa. Sofrendo pela causa de Deus, estamos caminhando passo a passo após o Filho de Deus e o temos por nosso Guia. Fosse dito simplesmente que para sermos cristãos tivéssemos de corajosa­mente passar por todos os insultos do mundo, encontrar a morte em todo momento e da maneira que Deus se agradasse designar, tería­mos aparentemente algum pretexto para replicar. É um caminho des­conhecido para irmos na dúvida. Mas quando somos ordenados a seguir o Senhor Jesus, sua direção é muito boa e honrada para ser recusada.
Somos tão melindrosos quanto à disposição de suportar qualquer coisa? Então temos de renunciar a graça de Deus pela qual Ele nos chamou à esperança de salvação. Há duas coisas que não podem ser separadas — ser membro de Cristo e ser provado por muitas aflições.
Quem dera fosse realmente fácil, mesmo para Deus, nos coroar imediatamente sem exigir que sustentássemos qualquer combate. Mas assim como é seu prazer que Cristo reine em meio aos seus inimigos, assim também é sua vontade que nós, sendo colocados no meio de­les, soframos a opressão e violência que nos infligem até que "Ele nos liberte. Sei, de fato, que a carne esperneia quando deve ser levada a este ponto, mas não obstante a vontade de Deus tem de sobrepor-se.
Em tempos passados, muitas pessoas, para obter simples coroas de folhas, não recusavam o trabalho duro, a dor e a dificuldade. Até mesmo a morte não lhes era grande preço, e, ainda assim, cada um deles disputava uma corrida, não sabendo se iria ganhar ou perder o prêmio. Deus nos oferece a coroa imortal pela qual nos tornarmos participantes da sua glória. Ele não quer dizer que devemos lutar a esmo, mas todos temos a promessa do prêmio pelo qual nos empe­nhamos. Temos algum motivo para nos recusarmos a lutar? Achamos que foi dito em vão: "Se morremos com Jesus, também com ele vive­remos"? Nosso triunfo está preparado, e contudo fazemos tudo o que podemos para evitar o combate.
para não deixar meios sem serem empregados que sejam adequa­dos para nos estimular, Deus coloca diante de nós Promessas, de um lado, e Ameaças, do outro. Sentindo que as promessas não têm influ­ência suficiente, fortaleçamo-nos acrescentando as ameaças. É verda­de que devemos ser obstinados no extremo de não pôr mais fé nas promessas de Deus, quando o Senhor Jesus diz que Ele nos confessa­rá como seus diante de seu Pai, contanto que o confessemos diante dos homens.
Mas se Deus não pode nos alcançar por meios gentis, não deve­mos ser meros obstáculos se suas ameaças também falham? Jesus convoca todos aqueles que, por medo da morte temporal, negam a verdade, a comparecerem no tribunal de seu Pai, e diz que então o corpo e a alma serão entregues à perdição. Em outra passagem, Ele afirma que negará todos o que o tiverem negado diante dos homens. Estas palavras, se não somos completamente impérvios para sentir, bem que podem fazer nossos cabelos se levantarem enfim!
É em vão alegarmos que piedade deve nos ser mostrada, já que nossas naturezas são tão delicadas; pois é dito, pelo contrário, que Moisés, tendo buscado a Deus pela fé, foi fortalecido para não se entregar sob tentação. Portanto, quando somos flexíveis e fáceis de dobrar, é sinal manifesto. Não estou dizendo que não temos zelo, nem firmeza, mas que não sabemos nada de Deus ou de seu Reino.
Há dois pontos a considerar. O primeiro é que todo o Corpo da Igreja em geral sempre esteve, e até ao fim estará, sujeito a ser afligido pelos ímpios. Vendo como a Igreja de Deus é pisoteada nos dias atuais pelos orgulhosos indivíduos mundanos, como um late e outro morde, como torturam, como conspiram contra ela. como ela é assaltada inces­santemente por cães raivosos e bestas selvagens, não nos esqueçamos de que a mesma coisa foi feita em todos os tempos passados.
Enquanto isso, o assunto de suas aflições sempre foi afortunado. Em todos os eventos, Deus fez com que, embora fosse oprimida por muitas calamidades, ela nunca tenha sido completamente esmagada; como está escrito: "Os ímpios com todos os seus esforços não tiveram sucesso no que intentaram". O apóstolo Paulo se gloria no fato e mostra que este é o curso que Deus, em misericórdia, sempre toma. Ele diz: "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos" (2 Co 4.8-10).
Só menciono brevemente neste sermão para ir ao segundo ponto, que está mais a nosso propósito, que devemos tirar vantagem dos exemplos particulares dos mártires que foram antes de nós. Não são limitados a dois ou três, mas são, como diz o apóstolo, "uma tão grande nuvem". Com esta expressão, ele intima que o número é tão grande que deve ocupar toda nossa visão. Para não ser tedioso, men­cionarei somente os judeus, que foram perseguidos pela verdadeira religião, não apenas sob a tirania do rei Antioco, mas também um pouco depois da sua morte. Não podemos alegar que o número dos sofredores foi pequeno, pois formava um grande exército de márti­res. Não podemos dizer que consistia em profetas a quem Deus tinha separado das pessoas comuns, pois mulheres e criancinhas faziam parte do grupo. Não podemos dizer que eles escaparam por pouca coisa, porque foram torturados tão cruelmente quanto possível. Por conseguinte, ouvimos o que o apóstolo diz: "Uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressur­reição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espa­da; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra (Hb 11.35-38).
Comparemos agora o caso deles com o nosso. Se eles suportaram tais coisas pela verdade, que naquela época era tão obscura, o que devemos fazer com a luz que agora brilha? Deus nos fala claramente; a grande porta do Reino dos céus foi aberta, c Jesus Cristo nos chama para si mesmo, depois de ter descido até nós para que pudéssemos tê-lo presente diante dos olhos. Que repreensão nos seria suficiente para termos menos zelo para sofrer pelo Evangelho do que eles, que só tinham saudado as promessas de longe, que só tinham um peque­no postigo aberto para entrar no Reino de Deus e que só tinham um memorial e símbolo de Jesus Cristo? Estas coisas não podem ser ex­pressas em palavras como merecem, e, então, deixo cada um a pon­derar sobre elas consigo mesmo.
Em primeiro lugar, onde quer que esteja, o cristão tem de resol­ver, apesar dos perigos ou ameaças, andar em simplicidade como Deus ordenou. Que ele se guarde tanto quanto possa contra a voraci­dade dos lobos, mas que não seja com astúcia carnal. Acima de tudo, que ele coloque a vida nas mãos de Deus. Ele fez assim? Então, se acaso vier a cair nas mãos do inimigo, que ele saiba que Deus, tendo arranjado as coisas deste modo, se agrada de tê-lo como testemunha de seu Filho. Portanto, ele não tem meios de recuar sem quebrar a fé em Deus, a quem prometemos todo o dever na vida e na morte; Ele de quem somos e a quem pertencemos, ainda que não tenhamos feito nenhuma promessa.
Que seja mantido como ponto fixo entre todos os cristãos, que eles não devem considerar a vida mais preciosa do que o testemunho da verdade, já que Deus deseja ser glorificado assim. É em vão que Ele dá o nome de testemunhas (pois este é o significado da palavra mártir) a todos os que têm de responder perante os inimigos da fé? Aqui cada um não deve olhar para seu companheiro, pois Deus não honra a todos igualmente com a chamada. E como somos inclinados a olhar, devemos estar muito mais em guarda contra isso. Pedro, ten­do ouvido dos lábios de Jesus que na velhice seria levado para onde não quereria ir. perguntou o que aconteceria com seu companheiro João. Não há nenhum de nós que não teria prontamente feito a mes­ma pergunta, pois o pensamento que imediatamente nos vem é: Por que sofro em lugar dos outros? Pelo contrário. Jesus Cristo nos exorta — não só a todos em geral, mas a cada um em particular — a nos mantermos "'prontos", a fim de que conforme Ele for chamando este ou aquele, marchemos avante por nossa vez.
Expliquei acima quão pouco preparados estaremos para sofrer martírio, se não estivermos armados com as promessas divinas. Agora resta mostrar um pouco mais completamente quais são o propósito e o alvo destas promessas — não para especificar todos em detalhes, mas para mostrar o que Deus deseja que esperemos dEle a fim de que nos consolemos em nossas aflições. Considerando-se sumariamente, podemos citar três coisas. A primeira, é que já que nossa vida e morte estão em suas mãos, Ele nos preservará por seu poder, de modo que nem um fio de cabelo será arrancado de nossa cabeça sem a sua permissão. Portanto, os crentes devem se sentir seguros em quaisquer mãos que venham a cair, pois Deus não está despojado da tutela que Ele exerce sobre seu povo. Estivesse tal persuasão bem impressa em nosso coração, ficaríamos livres da maior parte das dúvidas e perple­xidades que nos atormentam e nos obstruem em nossos deveres.
Vemos tiranos livres; a esse respeito, parece-nos que Deus já não possui meio de nos salvar, e somos tentados a cuidar de nossos própri­os interesses, como se nada mais se esperasse dEle. Pelo contrário, sua providência, à medida que Ele a revela, deve ser considerada por nós como fortaleza inconquistável. Trabalhemos, então, para nos conscientizarmos da plena importância da expressão que nosso corpo está em suas mãos, que o criaram. Por isso. às vezes Ele libertou seu povo de maneira milagrosa e além de toda expectativa humana, como se deu a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha ardente; a Daniel, na cova dos leões; a Pedro, na prisão de Herodes, onde estava preso, acorrentado e rigorosamente guardado. Por estes exemplos, Ele quis testificar que Ele mantém nossos inimigos sob controle, embora possa não parecer, e que. quando quer, tem o poder de nos tirar dos grilhões da morte. Não que Ele sempre o faça, mas reservando a auto­ridade para si de dispor de nós para a vida e para a morte, Ele quer que nos sintamos completamente seguros de que Ele nos tem sob seu cui­dado. Qualquer tirano que nos tente e com qualquer fúria que se arroje contra nós. pertence a Ele somente ordenar nossa vida.
Se Ele permite que tiranos nos matem, não é porque nossa vida não lhe é querida, é em maior honra cem vezes mais do que merece. Sendo esse o caso, tendo declarado pela boca de Davi que a morte dos santos é preciosa aos seus olhos, Ele também diz pela boca de Isaías que a terra descobrirá o sangue que parece estar oculto. Que os inimigos do Evangelho, então, sejam tão pródigos quanto serão do sangue dos mártires, pois terão de prestar contas dele ate a última gota. Nos dias atuais, eles se viciam em derrisão orgulhosa, enquanto entregam os crentes às chamas; e depois de terem se banhado no sangue deles, ficam tão intoxicados desse sangue que consideram todos os assassinatos que cometem como mero esporte festivo. Mas se temos paciência para esperar, por fim Deus mostrará que não é em vão que Ele estimou nossa vida em tão alto valor. Nesse entretempo. não nos ofendamos por parecer confirmar o Evangelho, que em valor ultrapassa o céu e a terra.
Para ficarmos mais seguros de que Deus não nos abandona nas mãos dos tiranos, lembremo-nos da declaração de Jesus Cristo, quan­do disse que Ele mesmo é perseguido nos seus membros. Deus de fato tinha dito antes por Zacarias: "Aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho" (Zc 2.8). Mas aqui é dito com muito mais expressividade que. se sofrermos pelo Evangelho, é tanto quanto se o Filho de Deus estivesse sofrendo pessoalmente. Que saibamos que Jesus Cristo tem de se esquecer de si mesmo antes de deixar de pen­sar em nós, quando estamos em prisão ou em perigo de morte por sua causa. Que saibamos que Deus tomará no coração todas as afron­tas que os tiranos cometem contra nós, da mesma maneira como se tivessem cometido contra o próprio Filho.
Vamos agora ao segundo ponto que Deus nos declara em sua promessa para nossa consolação. É que Ele nos sustentará assim pelo poder do seu Espírito para que nossos inimigos, façam o que fizerem, mesmo com Satanás à cabeça, não obtenham vantagem sobre nós. E vemos como Ele mostra seus dons em tal emergência; pois a constân­cia invencível que encontramos nos mártires mostra abundante e for­mosamente que Deus trabalha poderosamente neles. Na perseguição. há duas coisas revoltantes para a carne: a vituperação c insulto dos homens e as torturas que o corpo sofre. Deus promete nos oferecer sua mão tão efetivamente, que superaremos ambas pela paciência. O que Ele nos diz. Ele confirma por fato. Tomemos este escudo para nos precaver de todos os medos pelos quais somos assaltados, e não restrinjamos a operação do Espírito Santo dentro de tais limites estrei­tos, como a supor que Ele não sobrepujará facilmente todas as cruel­dades dos homens. Disto tivemos, entre outros exemplos, um que é particularmente memorável. Um jovem que certa vez viveu aqui conosco, tendo sido preso na cidade de Tournay, seria condenado à guilhotina, desde que se retratasse, e se continuasse firme em seu propósito, seria queimado vivo! Quando perguntado o que pretendia fazer, simplesmente respondeu: "Aquele que me dará graça para mor­rer pacientemente por seu nome, sem dúvida me dará graça para suportar o fogo!"
Devemos tomar esta expressão, não como a de um homem mor­tal, mas como do Espírito Santo, para nos assegurarmos que Deus não é menos poderoso para nos fortalecer e nos tornar vitoriosos sobre as torturas, do que nos fazer submeter de boa vontade a uma morte mais suave. Além disso, vemos muitas vezes que firmeza Ele dá a malfeitores infelizes que sofrem por seus crimes. Não falo dos en­durecidos, mas dos que obtêm consolação da graça de Jesus Cristo, e, por esse meio, com corações tranqüilos, sofrem os castigos mais cru­éis que podem ser infligidos. Um belo exemplo é visto no ladrão que foi convertido à morte de nosso Senhor. Será que Deus, que assim ajuda poderosamente pobres criminosos quando suportam o castigo de suas más ações, estará tão ausente do seu povo, enquanto lutam pela causa santa, quanto a não lhes dar coragem invencível?
O terceiro ponto a considerar acerca das promessas de Deus aos seus mártires é o fruto que eles devem esperar por seus sofrimentos, e no fim, se for necessário, por suas mortes. Este fruto se manifestará depois de terem glorificado o seu nome, depois de terem edificado a Igreja pela constância, quando serão reunidos com o Senhor Jesus na sua glória eterna. Mas como falamos acima brevemente, é bastante aqui apenas lembrar. Que os crentes aprendam a erguer a cabeça para as coroas de glória e imortalidade para as quais Deus os convi­da, a fim de que assim eles não se sintam relutantes em deixar a vida presente por tal recompensa. Para que se sintam bem seguros desta bênção inestimável, que sempre tenham diante dos olhos a conformi­dade que eles têm a nosso Senhor Jesus Cristo. E exatamente como Ele que, pela repreensão da cruz, chegou à ressurreição gloriosa, vejam que a morte consiste em toda a nossa felicidade, alegria e triunfo!

Parabéns Pastor Roberto!




Hoje na Assembleia de Deus em Abreu e Lima será realizado o culto de gratidão pelo aniversário do Pastor Presidente da COMADALPE Roberto José dos Santos. Queremos expressar nossa gratidão e admiração por esse homem de Deus que tem cuidado desse grande rebanho com amor e humildade . É um Pastor diferenciado em seu modo de lhe trabalhar com a juventude , pois muitos não acreditam nessa nova geração , mas ele acredita , tanto que nos dar oportunidades únicas dentro da casa do Senhor. Pela graça de Deus um homem que tem palavra e unção de Deus.
Pastor para toda juventude de Jardim alto 2 é um imenso prazer te-lo como nosso pastor , por que não dizer nosso pai que tem cuidado de nós com grande estima e carinho. Que o Senhor continue lhe abençoando e cada dia mais lhe dando a direção certa para essa obra! Parabéns

Deuteronômio 20 verso 1 .

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Espaço teológico - BIBLIOLOGIA A DOUTRINA DA BÍBLIA / 3ª AULA





III. ILUMINAÇÃO: É a influência ou ministério do Espírito Santo que capacita todos os que estão num relacionamento correto com Deus para entender as Escrituras (I Cor.2:12; Lc.24:32,45; IJo.2:27).
A iluminação não inclui a responsabilidade de acrescentar algo às Escrituras (revelação) e nem inclui uma transmissão infalível na linguagem (inspiração) daquele que o Espírito Santo ensina.
A iluminação é diferenciada da revelação e da inspiração no fato de ser prometida a todos os crentes, pois não depende de escolha soberana, mas de ajustamento pessoal ao Espírito Santo. Além disso a iluminação admite graus podendo aumentar ou diminuir (Ef.1:16-18; 4:23; Cl.1:9).

A iluminação não se limita a questões comuns, mas pode atingir as coisas profundas de Deus (ICo.2:10) porque o Mestre Divino está no coração do crente e, portanto, ele não houve uma voz falando de fora e em determinados momentos, mas a mente e o coração são sobrenaturalmente despertados de dentro (ICo.2:16). Este despertamento do Espírito pode ser prejudicado pelo pecado, pois é dito que o cristão que é espiritual discerne todas as coisas (ICo.2:15), ao passo que aquele que é carnal não pode receber as verdades mais profundas de Deus que são comparadas ao alimento sólido (ICo.2:15;3:1-3; Hb.5:12-14).

A iluminação, a inspiração e a revelação estão estritamente ligadas, porém podem ser independentes, pois há inspiração sem revelação (Lc.1:1-3; IJo.1:1-4); inspiração com revelação (Ap.1:1-11); inspiração sem iluminação (IPe.1:10-12); iluminação sem inspiração (Ef.1:18) e sem revelação (ICo.2:12; Jd.3); revelação sem iluminação (IPe.1:10-12) e sem inspiração (Ap.10:3,4; Ex.20:1-22). E’ digno de nota que encontramos estes três ministérios do Espírito Santo mencionados em uma só passagem (ICo.2:9-13); a revelação no versículo 10; a iluminação no versículo 12 e a inspiração no versículo 13. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ilustração

 

                                        Deus cuida de você



Um pai perdeu sua filha única. Tinha apenas dezessete anos de idade; fo­ra a luz e a alegria do lar. Pouco tempo antes, sua estremecida esposa partira para o descanso.
O ministro veio dizer-lhe palavras de conforto.
- Meu amigo - começou ele -' o irmão acaba de passar através de uma nuvem escura, e amarga tem sido a sua taça...
O enlutado interrompeu-o:
- Pastor, é verdade que tenho sofrido bastante. Meu coração está moído de dor, mas não houve nuvem alguma; através de tudo nada houve que se in­terpusesse entre mim e meu salvador. Jamais sua mão confortadora foi tão terna como através do que me sobreveio estas semanas passadas. Sofrimento, sim, mas nenhuma nuvem!
Louvado seja Deus! Nossa leve e momentânea tribulação "pode produ­zir" um peso eterno de glória mui excelente. A aflição pode tanger-nos para mais perto de nosso Mestre. Pode ajudar a formação do caráter, fazendo-nos mais seme-lhantes ao nosso grande Exemplo. Nosso grande sofrimento é por um instante, aqui. Os resultados podem ser uma gloriosa eternidade na pátria dos remidos.

Entrevista com Irº Helio - 3º secretário do CRACEADALPE



Entrevista realizada para o blog da UMADALPE em Jardim alto 2 e o Blog da Assenbleia de Deus em Jardim Alto 2 !

domingo, 13 de maio de 2012

Entrevista - Irª Niedja / Dia das mães



Entrevista realizada para o blog da Assembleia de Deus jardim Alto 2 !
Visitem e siga : adjardimpaulistaalto2.blogspot.com

sábado, 12 de maio de 2012

Noticias evangélicas - Calendário com travestis reproduzindo cenas clássicas do cristianismo gera polêmica e pastor Marco Feliciano promete investigar “aberração”

Jesus está voltando!


          Os escarnecedores começaram a agir!
                           Vigiai! 


A divulgação de um calendário que reproduz imagens consideradas ícones do cristianismo com travestis compondo cenas como a do quadro “A Santa Ceia”, de Leonardo Da Vinci, está gerando polêmica.

Segundo o deputado estadual pelo Ceará, Fernando Hugo (PSDB-CE), a produção do calendário contaria com recursos públicos, provenientes da prefeitura de Fortaleza, capital do estado, de acordo com informações do jornal “O Estado de São Paulo”.

O deputado ressaltou que iria pedir investigação do Ministério Público sobre o envolvimento da prefeitura, não por ser contra os homossexuais, mas por ser “contra a prefeitura gastar dinheiro com este material, que é improdutivo, irresponsável e insano”.

Porém o deputado estadual  Antonio  Carlos (PT) afirmou entender que a polêmica em torno do calendário é “exagerada”, e defendeu a publicação: “O calendário não traz nada demais. Ele apenas foca no respeito à diversidade sexual”,  minimizou.

Entre as obras retratadas pelo calendário estão obras de Michelangelo, como por exemplo, a famosa tela “A criação de Adão” e a escultura Pietá.

No Twitter, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou que iria investigar se havia envolvimento de dinheiro público na produção “dessa aberração de calendário”.

O pastor mostrou-se indignado com a imagem que parodia a pintura “A Santa Ceia” que mostra artefatos de transfiguração homossexual, como perucas e maquiagem, no lugar do pão e do vinho. “Se tem dinheiro público, não vai ficar assim”, afirmou Feliciano.

Fonte: Gospel+

Homenagem as Mães de todo mundo!

Parabéns a todas as mães do mundo , que todos venhamos dar o verdadeiro valor as nossas mães por que elas merecem!



Elas são companheiras , amigas e amorosas conosco.





Sempre atenciosas e cuidadosas desde do ventre .





Sonhadora, sempre criando expectativas de um futuro próspero para nós.





Não só esse domingo mais todos os dias te desejamos felicidades , prosperidade e que a nossa vida sirva de orgulho para sua vida , e que possamos ser um canal de benção para você ! Que Deus te abençoe Mãe



Feliz dias das mães!

Esses são os votos da UMADALPE em Jardim Alto II para todas as mães do mundo!

Espaço teológico - Bibliologia -A doutrina da bíblia / 2ª aula



II. INSPIRAÇÃO: É a operação divina que influenciou os escritores bíblicos, capacitando-os a receber a mensagem divina, e que os moveu a transcrevê-la com exatidão, impedindo-os de cometerem erros e omissões, de modo que ela recebeu autoridade divina e infalível, garantindo a exata transferência da verdade revelada de Deus para a linguagem humana inteligível (ICo.10:13; IITm.3:16; IIPe.1:20,21).

A) Autoria Dual: Com este termo indicamos dois fatos:

1) Autoria Divina: Do lado divino as Escrituras são a Palavra de Deus no sentido de que se originaram nEle e são a expressão de Sua mente. Em IITm.3:16 encontramos a referência a Deus: "Toda Escritura é divinamente inspirada" (theopneustos = soprada ou expirada por Deus) . A referência aqui é ao escrito.

2) Autoria Humana: Do lado humano certos homens foram escolhidos por Deus para a responsabilidade de receber a Palavra e passá-la para a forma escrita. Em IIPe.1:21 encontramos a referência aos homens: "Homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo" (pherô = movidos ou conduzidos). A referência aqui é ao escritor.

B) Inspiração ou Expiração? A palavra inspiração vem do latim, e significa respirar para dentro. Ela é usada pela ARC. (Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.T. (IITm.3:16; IIPe.1:21). Este vocábulo, embora consagrado pelo uso, e, portanto, pela teologia, não é um termo adequado, pois pode parecer que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em palavras humanas. Em IITm.3:16 encontramos o vocábulo grego theopneustos que significa soprado por Deus. Portanto podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada por Deus, e não inspirada como expressa a ARC. As Escrituras são o próprio sopro de Deus, é o próprio Deus falando (IISm.23:2). Em IIPe.1:21 este vocábulo se torna mais inadequado ainda, pois a tradução da ARC. transmite a idéia de que os homens santos foram inspirados pelo Espírito Santo. O fato é que o homem não é inspirado, mas a Palavra de Deus é que é expirada (Compare Jó.32:8; 33:4; com Ez.36:27; 37:9). A ARA. (Almeida Revista e Atualizada), porém, apesar de utilizar o termo inspiração em IITm.3:16, usa, com acerto, o verbo mover em IIPe.1:21, como tradução do vocábulo grego pherô, que significa exatamente mover ou conduzir.

Considerada esta ressalva, não devemos pender para o extremo, excluindo a autoria humana da compilação das Escrituras. Ela própria reconhece a autoria dual no registro bíblico. Em Mt.15:4 está escrito que Deus ordenou enquanto que em Mc.7:10 diz que foi Moisés quem ordenou. E muitas outras passagens há semelhantes a esta (Compare Sl.110:1 com Mc.12:36; Ex.3:6,15 com Mt.22:31; Lc.20:37 com Mc.12:26; Is.6:9,10; At.28:25 com Jo.12:39-41; Mt.1:22;2:15; At.l:16;4:25; Hb.3:7-11; Hb.9:8;10:15) Deus opera de modo misterioso usando e não anulando a vontade humana, sem que o homem perceba que está sendo divinamente conduzido, sendo que neste fenômeno, o homem faz pleno uso de sua liberdade (Pv.16:1;19:21; Sl.33:15;105:25; Ap.17:17). Desse mesmo modo Deus também usa Satanás (Compare ICr.21:1 com IISm.24:1; IRs.22:20-23), mas não retira a responsabilidade do homem (At.5:3,4), como também o faz na obra da salvação (Dt.30:19; Sl.65:4; Jo.6:44).
C) O Termo Logos: Este termo grego foi utilizado no N.T. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita, e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo.1:1,14; IJo.1:1;5:7; Ap.19:13). Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão, portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus, quer seja na forma escrita ou viva (Compare Jo.14:6 com Jo.17:17).

1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos, isto é, a fala, a expressão de Deus.

2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus, e assim como em Cristo há dois elementos (duas naturezas), divino e humano, igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente.

D) Provas da Inspiração: Somos acusados de provar a inspiração pela Bíblia e de provar a verdade da Bíblia pela inspiração, e, assim, de argumentar num círculo vicioso. Mas o processo parte de uma prova que todos aceitam: a evidência. Esta, primeiro prova a veracidade ou credibilidade da testemunha, e então aceita o seu testemunho. A veracidade das Escrituras é estabelecida de vários modos, e, tendo constatado a sua veracidade, ou a validade do seu testemunho, bem podemos aceitar o que elas dizem de si mesmas. As Escrituras afirmam que são inspiradas, e elas ou devem ser cridas neste particular ou rejeitadas em tudo mais.

1) O A.T. afirma sua Inspiração: (Dt.4:2,5; IISm.23:2; Is.1:10; Jr.1:2,9; Ez.3:1,4; Os.1:1; Jl.l:1; Am.1:3;3:1; Ob.1:1; Mq.1:1).

2) O N.T. afirma sua Inspiração: (Mt.10:19; Jo.14:26;15:26,27; Jo.16:13; At.2:33;15:28; ITs.1:5; ICo.2:13; IICo.13:3; IIPe.3:16; ITs.2:13; ICo.14:37).

3) O N.T. afirma a Inspiração do A.T.: (Lc.1:70; At.4:25; Hb.1:1, IItm.3:16; IPe.1:11; IIPe.1:21).

4) A Bíblia faz declarações científicas descobertas posteriormente: (Jó.26:7; Sl.135:7; Ec.1:7; Is.40:22).

E) Teorias da Inspiração: Podemos ter revelação sem inspiração (Ap.10:3,4), e podemos ter inspiração sem revelação, como quando os escritores registram o que viram com seus próprios olhos e descobriram pela pesquisa (IJo.1:1-4; Lc.1:1-4). Aqui nós temos a forma e o resultado da inspiração. A forma é o método que Deus empregou na inspiração, enquanto que o resultado indica a conseqüência da inspiração. Portanto, as chamadas teorias da intuição, da iluminação, a dinâmica e a do ditado, todas descrevem a forma de inspiração, enquanto que a teoria verbal plenária indica o resultado.

1) Teoria da Inspiração Dinâmica: Afirma que Deus forneceu a capacidade necessária para a confiável transmissão da verdade que os escritores das Escrituras receberam ordem de comunicar. Isto os tornou infalíveis em questões de fé e prática, mas não nas coisas que não são de natureza imediatamente religiosa, isto é, a inspiração atinge apenas os ensinamentos e preceitos doutrinários, as verdades desconhecidas dos autores humanos. Esta teoria tem muitas falhas: Ela não explica como os escritores bíblicos poderiam mesclar seus conhecimentos sobrenaturais ao registrarem uma sentença, e serem rebaixados a um nível inferior ao relatarem um fato de modo natural. Ela não fornece a psicologia daquele estado de espírito que deveria envolver os escritores bíblicos ao se pronunciarem infalivelmente sobre matérias de doutrina, enquanto se desviam a respeito dos fatos mais simples da história. Ela não analisa a relação existente entre as mentes divina e humana, que produz tais resultados. Ela não distingue entre coisas que são essenciais à fé e à pratica e àquelas que não são. Erasmo, Grotius, Baxter, Paley, Doellinger e Strong compartilham desta teoria.

2) Teoria do Ditado ou Mecânica: Afirma que os escritores bíblicos foram meros instrumentos (amanuenses), não seres cujas personalidades foram preservadas. Se Deus tivesse ditado as Escrituras, o seu estilo seria uniforme. Teria a dicção e o vocabulário do divino Autor, livre das idiossincrasias dos homens (Rm.9:1-3; IIPe.3:15,16). Na verdade o autor humano recebeu plena liberdade de ação para a sua autoria, escrevendo com seus próprios sentimentos, estilo e vocabulário, mas garantiu a exatidão da mensagem suprema com tanta perfeição como se ela tivesse sido ditada por Deus. Não há nenhuma insinuação de que Deus tenha ditado qualquer mensagem a um homem além daquela que Moisés transcreveu no monte santo, pois Deus usa e não anula as suas vontades. Esta teoria, portanto, enfatiza sobremaneira a autoria divina ao ponto de excluir a autoria humana.

3) Teoria da Inspiração Natural ou Intuição: Afirma que a inspiração é simplesmente um discernimento superior das verdades moral e religiosa por parte do homem natural. Assim como tem havido artistas, músicos e poetas excepcionais, que produziram obras de arte que nunca foram superadas, também em relação as Escrituras houve homens excepcionais com visão espiritual que, por causa de seus dons naturais, foram capazes de escrever as Escrituras. Esta é a noção mais baixa de inspiração, pois enfatiza a autoria humana a ponto de excluir a autoria divina. Esta teoria foi defendida pelos pelagianos e unitarianos.

4) Teoria da Inspiração Mística ou Iluminação: Afirma que inspiração é simplesmente uma intensificação e elevação das percepções religiosas do crente. Cada crente tem sua iluminação até certo ponto, mas alguns tem mais do que outros. Se esta teoria fosse verdadeira, qualquer cristão em qualquer tempo, através da energia divina especial, poderia escrever as Escrituras. Schleiermacher foi quem disseminou esta teoria. Para ele inspiração é "um despertamento e excitamento da consciência religiosa, diferente em grau e não em espécie da inspiração piedosa ou sentimentos intuitivos dos homens santos". Lutero, Neander, Tholuck, Cremer, F.W.Robertson, J.F.Clarke e G.T.Ladd defendiam esta teoria, segundo Strong.

5) Inspiração dos Conceitos e não das Palavras: Esta teoria pressupõe pensamentos à parte das palavras, através da qual Deus teria transmitido idéias mas deixou o autor humano livre para expressá-las em sua própria linguagem. Mas idéias não são transferíveis por nenhum outro modo além das palavras. Esta teoria ignora a importância das palavras em qualquer mensagem. Muitas passagens bíblicas dependem de uma das palavras usadas para a sua força e valor. O estudo exegético das Escrituras nas línguas originais é um estudo de palavras, para que o conceito possa ser alcançado através das palavras, e não para que palavras sem importância representem um conceito. A Bíblia sempre enfatiza suas palavras e não um simples conceito (ICo.2:13; Jo.6:63;17:8; Ex.20:1; Gl.3:16).

6) Graus de Inspiração: Afirma que há inspiração em três graus. Sugestão, direção, elevação, superintendência, orientação e revelação direta, são palavras usadas para classificar estes graus. Esta teoria alega que algumas partes da Bíblia são mais inspiradas do que outras. Embora ela reconheça as duas autorias, dá margem a especulação fantasiosa.

7) Inspiração Verbal Plenária: É o poder inexplicado do Espírito Santo agindo sobre os escritores das Sagradas Escrituras, para orientá-los (conduzi-los) na transcrição do registro bíblico, quer seja através de observações pessoais, fontes orais ou verbais, ou através de revelação divina direta, preservando-os de erros e omissões, abrangendo as palavras em gênero, número, tempo, modo e voz, preservando, desse modo, a inerrância das Escrituras, e dando à ela autoridade divina.
a) Observação Pessoal: (IJo.1:1-4).
b) Fonte Oral: (Lc.l:1-4).
c) Fonte Verbal: (At.17:18; Tt.1:12; Hb.1:1).
d) Revelação Divina Direta: ( Ap.1:1-ll; Gl.1:12).
e) Gênero: (Gn.3:15).
f) Número: (Gl.3:16).
g) Tempo: (Ef.4:30; Cl.3:13).
h) Modo: (Ef.4:30; Cl.3:13).
i) Voz: (Ef.5:18)
j) Explicação dos itens e,f,g,h,i: A inspiração verbal plenária fica assim estabelecida. Em Gn.3:15 o pronome hebraico está no gênero masculino, pois se refere exclusivamente a Cristo (Ele te ferirá a cabeça...). Em Gl.3:16 Paulo faz citação de um substantivo hebraico que está no singular, fazendo, também, referência exclusiva a Cristo. Em Ef.4:30 e Cl.3:13 o verbo perdoar encontra-se, no grego, no modo particípio e no tempo presente, o que significa que o perdão judicial de Deus realizado no passado, quando aceitamos a Cristo, estende-se por toda a nossa vida, abrangendo o perdão dos pecados do passado, do presente, e do futuro (IJo.1:9 trata do perdão do pecado doméstico e não do judicial). Jesus Cristo reconheceu a inspiração verbal plenária quando declarou que nem um til (a menor letra do alfabeto hebraico) seria omitido da lei(Mt.5:18 e Lc.16:l7).

C) O Termo Logos  - Este termo grego foi utilizado no N.T. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita, e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo.1:1,14; IJo.1:1;5:7; Ap.19:13). Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão, portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus, quer seja na forma escrita ou viva (Compare Jo.14:6 com Jo.17:17).  

     1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos, isto é, a fala, a expressão de Deus.  

2) A Bíblia  é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus, e assim como em Cristo há dois elementos (duas naturezas), divino e humano, igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente.